segunda-feira, 28 de março de 2011

Monossilábico

Eu canto um conto
Monossilábico
Mas que se propaga
Em mil direções

Eu conto uma história
Mil vezes vivida
Mas nunca contada
Nas muitas canções

Eu canto de fato
E a isso me entrego
Um canto de raça
Tom de desafio

Um canto matreiro
Às vezes, moleque
Que vai pegar rã
na beira do rio

Eu conto um conto
Que pega a estrada
Que vaga de noite
No clarão do dia

É pra quem tá vivo
Pra quem não tem medo
É pra quem se joga
Nessa água fria

Eu canto pra todos
Para os desvalidos
Pra quem sente frio
Pra quem sente fome

É tanta palavra
Que o mundo não cabe
Té pra quem não sabe
Sequer o meu nome.

Um comentário:

Ana Paula Oliveira disse...

"Eu canto pra todos
Para os desvalidos
Pra quem sente frio
Pra quem sente fome"

Difícil ter quem queira cantar para eles.
Siga cantando para todos Poeta.