Hoje eu quero comer até explodir
Quero tudo aquilo que faz mal
Calda de montão, muita pimenta
Carne gordurosa, muito sal
Quero me entupir de guloseimas
E me suicidar bem lentamente
Provar os sabores dessa vida
Em que ninguém fica pra semente
Diante desse mar de depressão
Da náusea constante que é a vida
Que me importa a pressão alta?
E o transeunte, preocupado
Pararia a me perguntar:
- Meu amigo, o que te falta?
Mesmo em meio a esse amargo
À minha mente algo vai:
Se tanto mal faz o que à boca entra
Imagina o que da boca sai.

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