Eu canto um conto
Monossilábico
Mas que se propaga
Em mil direções
Eu conto uma história
Mil vezes vivida
Mas nunca contada
Nas muitas canções
Eu canto de fato
E a isso me entrego
Um canto de raça
Tom de desafio
Um canto matreiro
Às vezes, moleque
Que vai pegar rã
na beira do rio
Eu conto um conto
Que pega a estrada
Que vaga de noite
No clarão do dia
É pra quem tá vivo
Pra quem não tem medo
É pra quem se joga
Nessa água fria
Eu canto pra todos
Para os desvalidos
Pra quem sente frio
Pra quem sente fome
É tanta palavra
Que o mundo não cabe
Té pra quem não sabe
Sequer o meu nome.

Um comentário:
"Eu canto pra todos
Para os desvalidos
Pra quem sente frio
Pra quem sente fome"
Difícil ter quem queira cantar para eles.
Siga cantando para todos Poeta.
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