No porto de Santos
Eles tem chegado: humildes
Lá na Novo Rio
Tem eles chegado: humildes
Na Praça da Sé
Em outros Estados
Eles têm chegado:
Multidões de humildes
Na Central do Brasil
Eles chegam aos montes
Estouro de Boiada
Que se pulveriza
E que toma seu destino
Calados... Humildes...
E eu, ovelha negra de nascença
Ousei um dia levantar a cabeça
E sonhei um dia me libertar
Dessa humildade que nos cerca
Como ranso
Como selo
Como fado
(Que Deus me livre desse fardo!)
Dessa humildade
Que não é de gente:
- É de gado.
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