
Conheci a música do Janires no ano de 1989, com o LP da banda Azul, que uma gravadora divulgava na maior rádio evangélica FM daquela época aqui no Rio eu havia me convertido há pouco tempo e como adolescente, eu precisava me identificar com uma sonoridade e com com certo tipo de atitude. Logo depois fiquei sabendo que aquele Janires do "Espelho nos olhos" era o mesmo do Paletó de uma listra só de "Baião", e das "salas de jantar" .Troquei o trombone pela guitarra, e fui louvar Jesus. Janires, com sua forma lírica e inovadora de falar de Jesus Cristo, produziu muitas impressões a respeito do reino, da forma de ver e sentir o mundo através da Bíblia. Sua música falava profundamente ao meu coração, que eu sentia naquela época como um veleiro, tinha cabeça de menino, corpo e asas (na imaginação) de passarinho, e Janires foi, mesmo sem te-lo conhecido (quando aceitei a Cristo como salvador, ele já havia partido para a Glória Celeste, tendo apenas, a respeito dele alguns breves relatos de amigosque frequentavam o Clube Bíblico de Bento Ribeiro) uma espécie de mentor, um exemplo de relacionamento com o pai. Foi janires que introduziu com sua música, ao estilo Renato Russo e Bono Vox, "essa saudade que eu sinto de tudo que ainda não vi ". Outro dia, vasculhando o Orkut, descobri uma gravação dele ao vivo com a Banda Azul numa PIB de Belo Horizonte, e Uma gravação pré "Mais doce que o mel" e tive a impressão de que a minha noção de evangelho, de vida com Cristo ainda é muito pequena. Acho que além da tese de Mestrado (ou doutorado, não me lembro) a respeito de Janires, deveria ser feito um livro contando sobre a vida deste ícone, não para canonizá-lo, mas para quese cumpra o que Paulo diz em I Tim. 4:12 em que este nos exorta a sermos exemplo dos fiéis. E hoje em dia é difícil acharmos bons exemplos como Janires.